
Na manhã de hoje, ele passou mal e foi levado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA), em Santana de Parnaíba, próximo de Alphaville, onde ele morava com a família.
O Mão Santa
A precisão nos arremessos, que lhe rendeu o apelido de “Mão santa”, não foi a única marca registrada de um atleta que ficou conhecido pelo amor e dedicação ao esporte.
Ele, inclusive, rebatia a alcunha e fazia questão de afastar a força divina dos ‘milagres’ que fazia em quadra: “Não existe mão santa, existe mão treinada”, costumava dizer.
Por treino ou vontade celestial, a verdade é que Oscar se tornou eterno e, não à toa, integra o Hall da Fama do Basquete — Naismith Memorial —, da Federação Internacional de Basquete e do Comitê Olímpico do Brasil. Ele também foi selecionado para a lista de 100 maiores de todos os tempos.
Graças a ele, nas quadras brasileiras, a camisa 14 — número usado em homenagem ao dia em que pediu Cris, sua esposa, em namoro — ganhou significado e passou a ser sinônimo de craque.
Recorde olímpico e brasileiro
Oscar disputou cinco edições consecutivas dos Jogos Olímpicos — Moscou-1980, Los Angeles-1984, Seul-1988, Barcelona-1992 e Atlanta-1996 —, e fez 1.093 pontos, marca até hoje não alcançada por qualquer outro atleta da modalidade.
Ele também é o maior cestinha da seleção brasileira, com 7.693 pontos.
O título e o choro
Um dos títulos de maior destaque do esporte brasileiro, sem dúvida, é o do basquete nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis, nos Estados Unidos.
A seleção comandada por Ary Vidal tinha Oscar como um dos líderes, e contava com nomes como Marcel, Israel, Gerson e Pipoka.

O time verde e amarelo bateu os donos da casa, considerados os soberanos da modalidade, na final por 120 a 115, com nada menos que 46 pontos do “Mão Santa”.
Ao fim do jogo, com a medalha de ouro assegurada, o ala-pivô se deitou na quadra e, com as mãos, tapou as lágrimas que rolavam pelo rosto. A cena se tornou notável e é constantemente usada para representar momentos do esporte do país.
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