
Segundo Rocha, a velocidade das medidas adotadas demonstra uma “celeridade incomum” e teria motivação política.
Em declaração enviada a interlocutores, Roberto Rocha afirmou que o despacho assinado por Alexandre de Moraes é datado de 7 de maio e que, no mesmo dia em que os advogados apresentaram o endereço atualizado dele à Corte, já teria sido determinada uma nova tentativa de citação.
De acordo com o despacho, a ação penal foi distribuída ao ministro Alexandre de Moraes no dia 30 de abril de 2026, ocasião em que foi determinada a citação do ex-senador.
O documento também registra que, em 4 de maio, uma oficiala de Justiça certificou tentativa frustrada de citação de Roberto Rocha, informando que ele estaria “em local incerto e não sabido”. Diante disso, Alexandre de Moraes determinou que os advogados do ex-senador informassem, em até 48 horas, o endereço atualizado do cliente.
Ainda segundo o despacho, em 7 de maio de 2026, a defesa apresentou ao STF o endereço residencial de Roberto Rocha, localizado no bairro Jardim Renascença, em São Luís.
Na sequência, o ministro Alexandre de Moraes determinou a citação do ex-senador no novo endereço informado pela defesa, além da intimação para apresentação de defesa prévia no prazo de cinco dias.
Ao comentar a movimentação processual, Roberto Rocha disse que um dos advogados entrou em contato solicitando o endereço atualizado após a cobrança do STF. Segundo ele, o imóvel informado está em seu nome e registrado no condomínio.
Rocha também mencionou a atuação da Procuradoria-Geral da República (PGR) no caso e afirmou que os advogados teriam recebido comunicações que, segundo ele, representariam uma forma de pressão relacionada ao andamento do processo.
A Ação Penal 2.843 trata de uma queixa-crime recebida pela Primeira Turma do STF, na qual Roberto Rocha responde por supostas práticas previstas nos artigos 138 e 139 do Código Penal, relacionados aos crimes de calúnia e difamação.
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