
O senador Renan Calheiros (MDB-AL) pediu —e recebeu sinal verde, no fim da semana passada— para levar à Comissão de Assuntos Econômicos mais de 100 relatórios enviados pela Caixa Econômica Federal, sob sigilo, para o Tribunal de Contas da União, sobre a negociação de títulos vendidos pelo Master ao BRB (Banco Regional de Brasília) e depois ofertados à instituição financeira federal.
A CAE quer entender se houve pressão política de integrantes do centrão para que a Caixa socorresse o banco público de Brasília, ainda na gestão do ex-governador Ibaneis Rocha (MDB-DF), para evitar a descoberta de que os negócios com Daniel Vorcaro já haviam levado o BRB a amargar um prejuízo bilionário antes mesmo de a venda do Master para a instituição ser descartada pelo Banco Central.
Para tanto, mais do que o mapa dos negócios inconclusos, a CAE vai apostar no cruzamento de datas para entender se houve uma coincidência entre o início do naufrágio das tratativas do Master com o BRB e as iniciativas do banco de Brasília de repassar à Caixa, banco federal, parte das carteiras de crédito que havia comprado de Daniel Vorcaro.
Partidos do centrão indicaram dirigentes do banco federal —e a operação de socorro ao BRB está vetada até hoje pelo Palácio do Planalto.



