MaranhãoSaúde

VÍDEO – Após morte de bebê no Hospital da Criança em SL, mãe relata demora no atendimento: “pior decisão da vida foi levar ela pra lá”

Luana Quiaro publicou vídeo em que afirma que houve demora no atendimento e falta de assistência adequada no Hospital da Criança na capital.

SÃO LUÍS – A mãe Luana Quiaro, da cidade de Bacabal, relatou, nas redes sociais, sobre a morte da filha de quatro meses no Hospital da Criança, em São Luís, onde veio em busca de atendimento. A morte foi registrada no último dia 14 deste mês de abril.

Dias depois, a mãe publicou um vídeo contando que a filha estava em tratamento de bronquiolite e teve o quadro agravado, vindo a óbito com diagnóstico de choque séptico, bronquiolite aguda, pneumonia e sepse de foco pulmonar.

Em publicação, Luana afirma que houve demora no atendimento e falta de assistência adequada no Hospital da Criança na capital. “A pior decisão da vida foi levar ela pra lá e ver como minha bebê de 4 meses ia ficando cada vez pior”, escreveu na publicação.

Bebê só teria recebido medicação horas após dar entrada, diz mãe

De acordo com a mãe, a criança deu entrada na unidade antes das 18h, mas só recebeu medicação por volta das 22h. “Jogaram a gente numa sala que tinha umas 40 crianças mais ou menos. Não tô falando que minha filha seja mais, todo mundo lá tava doente. Mas bronquite não é para brincar. Cada minuto conta”, afirma a mãe no vídeo.

A Secretaria Municipal de Saúde (Semus) disse que a criança deu entrada na rede municipal no dia 12 de abril, apresentando quadro clínico grave, com síndrome gripal associada a desconforto respiratório progressivo, compatível com bronquiolite.

Bebê teria piorado ao longo das horas antes de ser intubada, diz mãe

A mãe também relata que a bebê ficou em um ambiente com várias outras crianças e que a situação clínica foi se agravando ao longo das horas. “Pense uma coisa desesperadora. Você está com seu bebê no colo, médico passando pra lá, médico passando pra cá, enfermeiro pra lá, enfermeiro para cá e ninguém olhava para minha filha”, conta Luana.

Ainda segundo o relato, apenas por volta da meia-noite uma médica avaliou a criança e decidiu pela intubação. No dia seguinte, a mãe afirma que houve dificuldade no encaminhamento para continuidade do tratamento, incluindo a necessidade de um procedimento cirúrgico e a falta de leito.

A mãe também questiona a estrutura da unidade. “Não tinha mais espaço onde botar menino. Eles tavam pedindo para outras áreas para colocar as crianças em outra sala”, aponta que tem outro filho de dois anos.

Após dias de angústia e noites sem dormir acompanhando o sofrimento da filha no hospital, a mãe recebeu a notícia da morte da bebê. “Eu não tenho mais minha filha nos meus braços”, desabafa.

O que diz a Semus

Segundo a Semus, a paciente recebeu atendimento imediato, com avaliação médica e monitoramento contínuo.

“Apesar de toda a assistência prestada, no dia 14 deste mês, o quadro evoluiu de forma grave, com complicações respiratórias e infecciosas, progredindo para sepse. Mesmo com as medidas adotadas pela equipe de saúde, a paciente não resistiu e evoluiu a óbito. A Semus se solidariza com a família e reforça que o atendimento seguiu todos os protocolos assistenciais estabelecidos”, diz a nota enviada pela pasta.

 

 

IMirante

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo