
A oposição acusa a base do governo Lula (PT) de atuar nesta terça-feira (14) para tentar impedir a aprovação do relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, que recomenda o indiciamento e a abertura de processos de impeachment contra três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e contra o procurador-geral da República, Paulo Gonet.
A ofensiva ocorre após uma série de mudanças na composição da CPI, que resultaram na substituição de ao menos quatro integrantes.
As alterações ocorreram no bloco do MDB-PSDB-Podemos-União Brasil, a pedido do líder do MDB, senador Eduardo Braga (AM). Para prestar vassalagem ao governo Lula, Braga conspirou contra o próprio correligionário, que é o relator Alessandro Vieira (MDB-SE).
O senador Beto Faro (PT-PA) assumiu como titular no lugar de Sergio Moro (PL-PR). A senadora Teresa Leitão (PT-PE) passou a ocupar a vaga antes atribuída a Marcos do Val (Avante-ES). Já a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) entrou como titular substituindo Jorge Kajuru (PSD-GO).
Nas suplências, o senador Camilo Santana (PT-CE) passou a ocupar a vaga de Randolfe Rodrigues (PT-AP), enquanto o senador Esperidião Amin (PP-SC) também foi indicado como suplente.
O senador Eduardo Girão (Novo-CE), inclusive, foi às redes sociais protestar contra o caso. O parlamentar postou: “URGENTE: PT e Centrão tentam ‘tomar de assalto’ CPI p/ blindar STF e PGR”.
Com quatro meses de funcionamento, a CPI do Crime Organizado realiza sua última reunião nesta terça-feira. O colegiado buscava uma prorrogação por mais 60 dias, mas o pedido não foi autorizado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), encerrando o prazo dos trabalhos.
Diário do Poder



